A inspecção de batatas de semente
A 'manutenção' da batata de semente é baseada na selecção clonal. Todos os anos, os seleccionadores de clones seleccionam plantas sadias, de variedade autêntica, dos seus clones de um, dois ou três anos de idade. Subsequentemente, estas plantas seleccionadas são propagadas em alguns anos (de três a quatro no máximo) até alcançarem o que se conhece por 'Classe S', que é a base para a propagação posterior como semente básica e certificada. Em adição à selecção clonal tradicional, as técnicas de multiplicação rápida, cada vez mais, formam parte da produção de sementes prebásicas.
Antes de que o material clonal possa ser aprovado como material da Classe S, uma amostra deve ser avaliada nos Campos Centrais de Clones do NAK. Os resultados da inspecção nestes campos formam um elo extra no procedimento de inspecção, e também desempenham um papel no sistema de controlo de qualidade interno do NAK.
Inspecções do campo e dos lotes de sementes
As inspecções devem ser realizadas em diferentes fases da produção para se poder determinar se a semente satisfaz todas as exigências. No caso das batatas de semente, põe‑se o ênfase nas doenças que podem ser transmitidas, através dos tubérculos, às gerações seguintes. Mais de 100 inspectores peritos do NAK visitam os campos (a partir do início de Junho) para inspeccionar cerca de 37.500 hectares de batatas de semente. Além da inspecção visual do campo, também são efectuados testes de laboratório. Um dos aspectos mais importantes é a sanidade da batata de semente. Durante as inspecções dos campos e dos lotes de sementes, mais de 400 variedades de batatas são avaliadas de modo crítico.
A folhagem deve ser destruída a tempo
As infecções virais muitas vezes não são visíveis, sobretudo quando surgem ao final da temporada. Nesta altura nem sempre é possível eliminar eficientemente as plantas aberrantes.
Por isso é essencial que se destrua a folhagem a tempo, para evitar o risco de que os vírus sejam transmitidos aos tubérculos. Cada temporada, o NAK determina qual é o melhor momento para a destruição da folhagem, dependendo do número de afídios e de fontes de infecção no cultivo. No entanto, a destruição da folhagem no momento oportuno não garante que as normas relativamente aos vírus sejam cumpridas. Por isso, é necessário realizar testes de laboratório adicionais, o 'controle pós-colheita'. Todos os anos, o NAK submete a prova uns cinco milhões de tubérculos.


